sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dificil decisão.'

Que carreira seguir?

"... que nos mantenhamos, sem qualquer reticência, às ordens da Transcendência, a única pátria do verdadeiro pensamento" - Louis Aragon



Ao término do segundo grau - fim do período "obrigatório" de estudos - o jovem se encontra numa encruzilhada, com uma miríade de caminhos possíveis à sua frente. E agora? Advogado, Policial, Médico, Poeta, Carpinteiro, Agricultor, Professor, Engenheiro, Empresário, Artista... São tantas as opções, tantos clamores de tantos lados diferentes que se fica meio "perdido", mesmo, particularmente se tomarmos em conta a tenra idade em que se tem de decidir a profissão para o resto da vida! Às vezes demoramos bastante até que encontremos nossa verdadeira vocação. A maioria das pessoas, segundo recente pesquisa da OIT (Organização Internacional do Trabalho), realiza tarefas que não têm absolutamente nada a ver com suas pulsões internas, particularmente no terceiro mundo, onde a questão monetária se impõe como um pesadelo do qual não se consegue despertar.

Há tempos ouvi de uma jovenzinha aí com seus 17 anos a seguinte assertiva: "Estou concluindo o cursinho pré-vestibular. ADORARIA ser psicóloga, mas o campo não está bom neste setor, de maneira que vou cursar administração de empresas. Depois realizo o meu sonho". Este adiamento sistemático dos sonhos tornou-se a tônica geral destes tempos de crise interminável que vivemos. Não se pode, claro, abstrair pura e simplesmente a questão pecuniária. O Capital, antigo vampiro sugador de sangue humano, tem suas exigências e há que cumpri-las, goste-se disso ou não!



E a vocação, como é que fica?




A moça do exemplo acima, é hoje próspera em sua função, casada e, quando questionada sobre o antigo sonho diz: "Ah... Aquilo era coisa de adolescente, na vida real os sonhos não se realizam..."

Ao término do segundo grau, o jovem já sabe quais são os anseios de seus pais quanto à carreira profissional que ele deve seguir - já ouvi de alguns brincalhões coisas como "a vocação de meu pai é que eu seja agrônomo" ou o que o valha - quais os anseios de seus amigos e até mesmo tem ouvido o aconselhamento de professores. Caso se esforce um pouco descobre ainda o que é que o Capital quer num dado momento: hoje medicina "dá mais dinheiro", ou informática, ou engenharia. Mas e as pulsões internas, os anseios íntimos, como descobrir precisamente o que desejo mesmo e como chegar lá?

Deve-se ter em mente que se tem, ao cabo da adolescência, pelo menos mais setenta anos pela frente e ninguém vai vivê-los no lugar do interessado. Cada jovem deve parar em momentos meditativos e fazer a si mesmo a pergunta básica: ONDE ESTÁ O CAMINHO DA MINHA BEM-AVENTURANÇA? O quê me faz feliz? Que atividade laborativa posso exercer com alegria? O que afinal me realiza como gente?

Descoberta a vocação íntima é agarrar-se a ela e, apesar de tudo e de todos, ou com sorte contando com algum apoio, mover céus e terras para fazer neste mundo o que veio fazer.

De que adianta ser um razoável administrador se tem tudo para ser um extraordinário psicólogo? Qual o valor de um diploma de medicina a ser entregue e demonstrado - com orgulho até - a quem tanto insistiu e trabalhou para que se seguisse aquela carreira se o coração mora na filosofia?

Siga a sua bem-aventurança, sempre. Eis o segredo do sucesso.

Texto de : Lázaro Curvêlo Chaves - 14 de abril de 2000
(http://www.culturabrasil.pro.br/vocacao.htm)

COMENTÁRIO:
Ao concluir o ensino médio, a maioria dos jovens passa pela mesma dificuldade o que na verdade é a decisão que cada um de nós vai tomar .
Qual faculdade devo fazer ? em que carreira devo investir ?
e nem sempre a melhor opção é fazer aquilo que nos gostamos, por que nem sempre o que gostamos irá nos completar financeiramente.
Acredito que saber conciliar o trabalho com o "gostar" é bem dificil mas é o certo a se fazer, trabalhar naquilo que não te faz sentir bem, faz de uma simples tarefa um grande sacrificio.


Ingrid n°17

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